Quanto você precisa gastar para o cashback pagar a anuidade?
Divida a anuidade pelo percentual de cashback para saber quanto precisa gastar por ano.
Revisado por Matheus Capobianco · Atualizado em · 4 min de leitura
Com anuidade de R$ 600 e cashback de 1,5%, a conta dá R$ 40 mil por ano, ou cerca de R$ 3.333 por mês.
Esse valor é só o ponto de empate, porque ele ainda não considera regras, limites e o que um cartão gratuito devolveria.
A conta do ponto de empate
A fórmula é simples: anuidade dividida pelo percentual de cashback.
Em seguida, divida o resultado por 12 para encontrar o gasto mensal.
A tabela mostra quanto seria preciso gastar por mês em cada cenário:
| Anuidade por ano | Cashback de 1% | 1,5% | 2% |
|---|---|---|---|
| R$ 240 | R$ 2.000 | R$ 1.333 | R$ 1.000 |
| R$ 600 | R$ 5.000 | R$ 3.333 | R$ 2.500 |
| R$ 1.200 | R$ 10.000 | R$ 6.667 | R$ 5.000 |
Os valores da tabela são ilustrativos.
Use a anuidade e o percentual informados no contrato do seu cartão.
Se a anuidade for paga em parcelas, some todas elas antes de fazer a conta.
O empate não significa vantagem
Chegar ao ponto de empate apenas devolve o que você pagou de anuidade.
Até ali, o cashback funciona como um reembolso, e não como um ganho.
O lucro começa depois desse gasto, e somente se o valor for mesmo usado.
O Nubank lembra que cashback é dinheiro de volta, e não desconto.
Você paga o preço integral e recebe uma parte depois que a compra é confirmada.
Por isso, gastar mais só para buscar o retorno costuma ser um mau negócio.
Cada R$ 100 extras gastos a 1,5% devolvem apenas R$ 1,50.
Compare com um cartão sem anuidade
Esta costuma ser a conta mais importante, e pouca gente a faz.
A alternativa ao cartão pago raramente é ficar sem cashback.
Ela pode ser um cartão gratuito, que devolve um pouco menos.
Veja um exemplo hipotético.
O cartão A não cobra anuidade e devolve 1%.
O cartão B cobra R$ 600 por ano e devolve 1,5%.
A vantagem real do cartão B é de 0,5% sobre os gastos.
Para esses 0,5% pagarem os R$ 600, você precisa gastar R$ 120 mil por ano, ou R$ 10 mil por mês.
Ou seja, o empate contra outro cartão pode ser três vezes maior do que o empate isolado.
Abaixo desse gasto, o cartão gratuito devolve mais dinheiro no fim do ano.
A exceção aparece quando o cartão pago traz outro benefício que você usa de verdade.
O que pode reduzir o seu retorno
Nem todo gasto gera cashback.
O regulamento do programa de cashback da Credicard, por exemplo, exclui encargos, tarifas, seguros e títulos de capitalização.
Ele também prevê que alguns aplicativos ou carteiras de pagamento podem não pontuar, além de um teto anual de acúmulo.
Cada programa tem regras próprias, então confira estes pontos:
- compras que ficam de fora do cálculo;
- teto mensal ou anual de retorno;
- valor mínimo para resgate;
- prazo de validade do saldo;
- se o valor volta em dinheiro, em fatura ou em crédito para compras específicas.
Se o cashback só puder ser usado na própria loja ou em um parceiro, ele vale menos do que dinheiro livre.
Refaça a conta usando apenas os gastos que realmente entram no programa.
Antes de pagar anuidade, tente reduzir o custo
A Serasa informa que muitos bancos isentam a anuidade para gastos mensais a partir de cerca de R$ 2 mil.
Quando existe isenção, a conta muda bastante, e o cartão pago pode deixar de ter custo fixo.
Com anuidade zerada, todo o cashback passa a ser retorno.
Vale perguntar ao banco quais condições existem, inclusive para investimentos ou uso da conta.
Veja também o mercado.
Um ranking publicado em outubro de 2025 listou cartões com cashback entre 1,2% e 5%, com o maior percentual restrito a compras em uma loja específica.
Compare os cartões disponíveis hoje, porque essas condições mudam.
Quando o cashback não compensa
Nenhum percentual cobre os juros de uma fatura em atraso.
A Serasa citou juros médios de 440% ao ano no rotativo, com dados de novembro de 2025.
Quem carrega saldo de um mês para o outro deve priorizar a quitação da dívida.
O cashback só faz sentido quando a fatura é paga por inteiro e dentro do prazo.
Perguntas frequentes
Cashback é o mesmo que desconto?
Não.
Você paga o valor integral e recebe uma parte de volta depois, conforme as regras do programa.
Todo gasto entra no cálculo?
Não.
Tarifas, encargos, seguros e outras operações podem ficar de fora, conforme o regulamento.
Vale gastar mais para atingir o ponto de empate?
Geralmente, não.
Cada real gasto a mais devolve apenas uma pequena fração, e o restante sai do seu bolso.